Chaves investe 6 milhões de euros no setor termal

24 Mar Chaves investe 6 milhões de euros no setor termal

Chaves está a concretizar um investimento de seis milhões de euros no setor termal que é considerado estratégico para impulsionar a economia do concelho, disse hoje o presidente do município. Já os romanos aproveitaram as águas quentes de Chaves e desde então este território tem crescido à volta deste bem.

Hoje o termalismo é considerado um setor estratégico e, é por isso, que o município está a concretizar um investimento de seis milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários, na requalificação do balneário de Chaves e na reconstrução de um novo balneário em Vidago.

O presidente do município, António Cabeleira, anunciou hoje, em conferência de imprensa, que o complexo de Chaves reabre no sábado, depois de obras que tiveram um custo final de 3,1 milhões de euros.

Na época de 2014, o espaço esteve fechado para a concretização da intervenção, um ano classificado como muito difícil para a economia local, nomeadamente a restauração e hotelaria.

“Estamos no melhor balneário do país. Aqui aliamos as instalações à qualidade da água”, frisou o autarca.

António Cabeleira referiu que está a ser preparado um plano de promoção agressivo para recuperar os aquistas que frequentavam o complexo, para conquistar mais utentes nacionais e internacionais, principalmente os provenientes do norte da Europa.

O grande objetivo agora é, segundo sublinhou, a internacionalização do balneário termal.

Paulo Alves, vereador e responsável pela empresa que gere o complexo termal, referiu que já foram contratadas 12 pessoas para a reabertura do espaço e que, por época, são contratadas em média 55 pessoas.

O objetivo da remodelação foi também separar as áreas do tratamento e do lazer, para criar condições para as termas funcionarem o ano inteiro.

António Cabeleira destacou que uma das valências que é agora uma grande aposta é a da reabilitação, estando ao dispor dos utentes fisiatras e fisioterapeutas.

A intervenção nas termas implicou ainda a requalificação da área envolvente, melhoria das condições de segurança, serviço e conforto, construção das acessibilidades para pessoas com mobilizada reduzida e criação de um observatório de investigação às águas termais.

O autarca referiu que, no ano passado, o setor sofreu um decréscimo a nível do país, também devido ao encerramento do complexo de Chaves, que é o segundo do país com maior frequência.

Em 2013, o espaço contabilizou cerca de 5 mil aquistas.

Este projeto vai funcionar em complemento com o Balneário Pedagógico de Investigação e Desenvolvimento de Práticas Termais de Vidago, uma obra lançada pelo município de Chaves e que representa um investimento de 2,9 milhões de euros.

O presidente acredita que este espaço, que vai funcionar numa parceria com a empresa UNICER, vai abrir até ao verão e prevê que aqui venha a ser instalada uma escola vocacionada para a área do termalismo.

Fonte: www.oje.pt